Perguntas e respostas sobre anestesia para pediatria

Anestesia

A Anestesia em crianças que serão submetidas a cirurgias agendadas do tipo hérnia, fimose, amígdalas, adenóide entre outras, geralmente é do tipo Inalatória, ou seja, aquela feita de forma que a criança inale o anestésico com oxigênio e com isso comece a dormir sem um trauma maior como, por exemplo, uma “picada” quando precisamos puncionar uma veia, para administrar as drogas da anestesia.

O anestésico inalatório usado hoje, já está há mais de dez anos no mercado, sendo usado com muita segurança, pois ele tem algumas características na sua composição que são bem toleradas pela maioria das crianças. Lembramos que nos hospitais aonde atuamos, dispomos de aparelhos de anestesia, drogas anestésicas e monitores (usados para controlar freqüência cardíaca, oxigenação do sangue e pressão arterial) de última geração, o que permite trabalharmos num ambiente onde possamos oferecer segurança na anestesia dos pequenos pacientes.

Lembre-se que todas as informações prestadas ao anestesista na visita pré-anestésica, são de extrema importância, no que diz respeito a outras doenças com acompanhamento médico que a criança tenha, alergias a medicamentos, horário correto da última mamadeira, refeição ou água ingerida pela criança. Vale a pena lembrar que para crianças que já escovam os dentes sozinhas, tomar o cuidado para que não engulam água na hora de enxaguar a boca.

Perguntas frequentes

Meu filho não deve se alimentar antes da cirurgia? Não vai fazer mal para ele ficar em Jejum?

Não! O jejum é muito importante!! Nas cirurgias existe um período de jejum chamado pré-operatório (período em que a criança não deve receber qualquer tipo de leite, sucos, chá, comidas, doces e até água), que deve ser obedecido rigorosamente para evitar que a criança vomite no início da anestesia ocasionando problemas respiratórios graves e imediatos. Temos orientações diferentes para o tempo de jejum conforme o tipo de alimento e a idade da criança, conforme a tabela abaixo. No entanto, para cada caso, a equipe de cirurgia e o anestesiologista devem ser consultados.

* água, chá, café, suco de frutas sem polpa e sem soja

O tempo de jejum para leite materno e fórmulas infantis é de 4 horas para crianças de até 28 dias e 6 horas para crianças até os dois anos de idade.

O que é medicação pré-anestésica?

Hoje em dia utilizamos uma medicação pré-anestésica em forma de xarope, na maior parte dos casos, chamada midazolam, que tem a finalidade de deixar a criança mais tranqüila e às vezes até sonolenta, possibilitando que ela seja separada dos pais na entrada do centro cirúrgico sem que isso traga algum transtorno maior ou trauma futuro. Essa medicação causa amnésia, o que significa que a criança não se lembrará deste momento.

Lembre que você deve sempre falar a “verdade para a criança”, obviamente na linguagem que ela entenda melhor e vale a pena ressaltar que a criança após os 6 a 7 anos já é capaz de desenvolver um raciocínio em cima da informações que recebe. Existem variações nesse ponto em função do tipo de criação, conduta e expectativa dos pais e parentes nesse momento. Lembre-se que a criança absorve até involuntariamente o que se passa com os pais. Portanto nesse momento é necessário transmitir o máximo de segurança, confiança e uma sensação de bem-estar ao pequeno paciente, pois é a melhor colaboração que as pessoas que estão com a criança podem fazer.

Em casos de crianças de colo devemos mantê-los aquecidos em suas roupinhas até o momento da cirurgia, pois certamente eles vão reclamar do leite (materno ou mamadeira) que não vem na hora certa e do frio que causa um desconforto aos pequenos pacientes.

Será que meu filho vai ter dor depois da cirurgia?

Caso não exista nenhuma contra-indicação, em quase todas as cirurgias de crianças é realizada em associação à anestesia geral uma anestesia regional (com anestésico local), com o objetivo de promover um período de analgesia (sem dor) nas primeiras horas após a criança ser liberada do centro cirúrgico.

Durante a anestesia, as crianças têm veias puncionadas depois que dormem para que recebam soro devido o jejum antes da cirurgia, bem como para fazer medicação preventiva para náuseas, vômitos e analgésicos garantindo o controle da dor no pós-operatório.

Além disso, o cirurgião irá orientar sobre as medicações que ele deverá tomar após a cirurgia, incluindo analgésicos por via oral para garantir que ele não tenha dor depois da cirurgia, mesmo após a alta do hospital.

Meu filho está doente, ele pode receber anestesia mesmo assim?

A criança que está “doente”, por exemplo resfriada, com febre, com tosse produtiva, com chiado no peito, com diarréia, ou outras alterações, deve ser avaliada quanto a urgência da cirurgia. Nos casos de cirurgias eletivas já mencionadas, a remarcação da cirurgia é uma possibilidade, pois há um tempo para criança recuperar-se e realizar a cirurgia em ótimas condições diminuindo o risco de complicações durante e após a cirurgia, acelerando sua recuperação.

E após a cirurgia do meu filho?

O despertar da anestesia é realizado na sala de cirurgia e depois a criança é transferida para a sala de recuperação da anestesia, que fica dentro do centro cirúrgico, sendo acompanhada pela equipe de enfermagem e pelo anestesista.

A alta da recuperação da anestesia será possível assim que a criança estiver mais acordada, chamando pela mãe ou pai. Nesse momento ela volta para a unidade onde estava internada, sendo normal que continue meio sonolenta por um período que é variável, o qual depende da sensibilidade da criança aos anestésicos utilizados. Nesse período ela será medicada conforme a prescrição médica no que se refere a dor e outros sintomas como náusea e vômitos.

A alimentação é liberada quando a criança estiver bem acordada e de alguma forma pedir pela mamadeira ou comida, aliás, esse é o melhor indicador para começar a alimentá-la novamente de forma gradativa, ou seja, oferecer alimentos líquidos ou pastosos na quantidade suficiente para a criança ficar satisfeita. Se apresentar náuseas ou vômitos, devemos suspender temporariamente a alimentação e medicá-la.

Os cuidados após a alta do hospital são praticamente com a cirurgia, pois quando a criança recebe alta hospitalar ela deve estar bem acordada, ter se alimentado sem apresentar náuseas e vômitos, estar com a dor controlada ou sem dor. Vale lembrar que a medicação analgésica prescrita pelo cirurgião deve ser seguida rigorosamente pois a criança sente dor mais forte no 1º e 2º dias após a cirurgia.

Existindo qualquer alteração da criança decorrente da anestesia os responsáveis serão avisados, para que possam passar essas informações caso a criança precise ser submetida à outra anestesia.

É importante que os pais saibam de sua participação, junto com a equipe cirúrgica, para manter a criança segura e tranqüila. É fundamental buscar ajuda no sentido de trabalhar a ansiedade pré-cirurgia, para que tudo possa transcorrer o mais natural possível. Sabemos o quanto esse momento é estressante para todos e o quanto as crianças percebem essas alterações naqueles que estão à sua volta.

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